Ele não tem cara de surfista, não sabe nadar e é um sucesso como músico!

Montamos um post com algumas questões interessantes respondidas por HUMBERTO GESSINGER, líder do grupo Engenheiros do Hawaii, para alguns sites e blogs. Ele não surfa e muito menos sabe nadar. Mas se o assunto é música, pra ser sincero, o cara é demais: é vocalista, guitarrista, baixista e mapeia sucesso por onde passa.

Atualmente está investindo em seu novo projeto chamado Pouca Vogal, em parceria com Duca Leindecker. Lançou recentemente seu 3º livro: Mapas do Acaso: 45 Variações Sobre Um Mesmo Tema.

Confira o que rolou nas entrevistas:

Sobre a relação dos músicos com a internet...

Por um lado é muito boa, deu um super gás para algumas bandas. Por outro lado, não concordo com a pirataria atrelada aos downloads de mp3, já que isso não prejudica somente os músicos, mas uma série de profissionais que dependem da indústria do disco. Eu uso o computador mais para escrever música e passar e-mails... nunca baixei um mp3. Prefiro comprar o disco. Aliás, tenho bastante saudade dos tempos do vinil.

Ele jamais pensou que os Engenheiros fossem fazer sucesso...

Rá! Obviamente que não. Eu jamais escolheria um nome desses se soubesse que isso iria tomar conta da minha vida... (risos)

E não tem a menor cara de surfista... branco desse jeito...
Ah não, não sei nem nadar, cara!

Planos para um novo disco com inéditas dos Engenheiros...

Tenho várias canções novas e é bem provável que retorne de onde parei, mas ainda não tenho planos objetivos. É possível que Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal sigam em paralelo. Sinceramente, no momento, estou 100% focado no Pouca Vogal. Agora estamos começando a sair mais do Rio Grande, temos muita
estrada pela frente.

O que o moveu para escrever Mapas do Acaso...

Liberdade total. ‘Mapas do Acaso’ pode ser uma continuação do ‘Pra Ser Sincero’, mas também pode ser o início da saga. Os dois livros têm em comum um capítulo com letras comentadas (123 no Pra Ser Sincero, 45 no Mapas do Acaso). O tom de conversa também se assemelha. A diferença é que, agora, escritor e leitor estão mais próximos. Como se estivessem em uma mesa de bar, tomando um vinho, ou em um galpão, tomando um chimarrão.
Não há tanto compromisso com linearidade no ‘Mapas do Acaso’. Até rola uma crítica ao culto da "objetividade" que toma conta da nossa vida nestes tempos digitais. Fiz questão de manter, no texto, dúvidas que eu poderia ter desfeito em uma visita ao Google. Incorporei estas dúvidas à narrativa e elas abriram vários caminhos.
O livro é dividido em "notas mentais para uma próxima vida". São reflexões de um cara que viveu um monte de coisas e está tentando descobrir se elas fazem algum sentido. Sem querer ensinar nada para ninguém, sem querer ser porta-voz de nada.


Entrevista completa em:

Whiplash , Sandrodavidovitch e Blog Rock Nacional

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